Descomplique os termos do seu Sistema de Qualidade. Aqui você encontra as definições dos principais conceitos usados na indústria de alimentos — de forma simples e direta, sem enrolação.
Sistema preventivo de segurança de alimentos que identifica, avalia e controla os perigos que podem comprometer a segurança do produto. É a base de qualquer Sistema de Qualidade na indústria de alimentos e exigido pela maioria das legislações e certificações. Também conhecido internacionalmente como HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points).
Etapa do APPCC em que se identificam todos os perigos — biológicos, químicos e físicos — que podem ocorrer em cada etapa do processo produtivo. É o ponto de partida para definir quais controles são necessários.
Medida tomada para eliminar a causa de uma não conformidade detectada, evitando que ela se repita. Diferente da correção, que resolve o problema pontualmente, a ação corretiva ataca a raiz do problema.
Medida tomada para eliminar a causa de uma potencial não conformidade antes que ela aconteça. É o pilar da melhoria contínua dentro de um Sistema de Qualidade.
Processo sistemático de avaliação para verificar se as práticas adotadas estão em conformidade com os requisitos definidos — sejam internos (procedimentos da empresa) ou externos (legislação, normas, certificações). Pode ser interna (feita pela própria empresa) ou externa (feita por clientes ou organismos certificadores).
Conjunto de práticas aplicadas na produção primária — criação de animais e cultivo de plantas — para garantir a segurança e qualidade dos alimentos desde a origem.
Conjunto de procedimentos e requisitos mínimos que devem ser seguidos na produção de alimentos para garantir a segurança e qualidade do produto final. No Brasil, as BPF são regulamentadas pela ANVISA e pelo MAPA. É o primeiro passo para quem quer estruturar um Sistema de Qualidade.
Conjunto de práticas aplicadas no armazenamento e distribuição de alimentos para garantir que o produto chegue ao consumidor final com segurança e qualidade.
Processo de comparação e ajuste de instrumentos de medição em relação a padrões rastreáveis, garantindo que os equipamentos utilizados no controle de qualidade estejam fornecendo medições confiáveis.
Processo pelo qual uma organização independente (organismo certificador) atesta que a empresa atende aos requisitos de uma norma específica, como a FSSC 22000, ISO 22000 ou BRC. A certificação é um diferencial competitivo e pode ser exigida por clientes e mercados.
Processo que garante que todos os documentos do Sistema de Qualidade — procedimentos, instruções de trabalho, registros — estejam atualizados, disponíveis e controlados. Evita o uso de versões desatualizadas.
Conjunto de atividades operacionais realizadas para verificar se o produto atende aos requisitos definidos. Inclui inspeções, análises laboratoriais e monitoramento de processos.
Atendimento a um requisito — seja da legislação, de uma norma, de um cliente ou de um procedimento interno. O oposto é a não conformidade.
Representação gráfica de todas as etapas do processo produtivo, desde o recebimento da matéria-prima até a expedição do produto final. É uma das primeiras etapas para a construção do plano APPCC.
Quantidade máxima de uma substância que pode ser consumida sem causar danos à saúde. Usada na avaliação de perigos químicos no APPCC.
Dispositivos de proteção instalados no ambiente de trabalho para proteger os trabalhadores de riscos coletivos, como sistemas de ventilação e barreiras de proteção.
Dispositivos utilizados pelo trabalhador para se proteger de riscos individuais. Na indústria de alimentos, inclui luvas, toucas, máscaras e aventais, sendo obrigatório para garantir a segurança do alimento.
Veja Diagrama de Fluxo.
Sistema de certificação de segurança de alimentos reconhecido internacionalmente pela GFSI (Global Food Safety Initiative). É uma das certificações mais exigidas por grandes redes varejistas e indústrias globais. Combina os requisitos da ISO 22000 com programas de pré-requisitos específicos do setor.
Empresa ou pessoa que fornece matérias-primas, ingredientes, embalagens ou serviços. A gestão de fornecedores é parte essencial do Sistema de Qualidade, pois a qualidade do produto final depende diretamente da qualidade do que entra.
Iniciativa global que define referências para sistemas de gestão de segurança de alimentos. Certificações como FSSC 22000, BRC e SQF são reconhecidas pelo GFSI.
Processo de seleção, avaliação, qualificação e monitoramento contínuo dos fornecedores, garantindo que todos atendam aos requisitos de qualidade e segurança definidos pela empresa.
Sigla em inglês para Hazard Analysis and Critical Control Points. É o mesmo que APPCC, utilizado na nomenclatura internacional.
Processo composto por limpeza (remoção de sujidades) e sanitização (eliminação de microrganismos). Essencial para garantir a segurança dos alimentos e exigida pelas BPF.
Ato normativo emitido por órgãos como MAPA e ANVISA que estabelece requisitos técnicos e regulatórios para a indústria de alimentos. As INs são de cumprimento obrigatório.
Norma internacional de sistemas de gestão de segurança de alimentos. Aplicável a qualquer organização da cadeia produtiva de alimentos, desde produtores primários até varejistas. Base para a certificação FSSC 22000.
Documento que descreve de forma detalhada como uma tarefa específica deve ser executada. Garante que todos os colaboradores realizem as atividades da mesma forma, reduzindo erros e variações.
Conjunto de leis, resoluções, instruções normativas e portarias que regulamentam a produção, armazenamento, transporte e comercialização de alimentos no Brasil. Os principais órgãos reguladores são ANVISA e MAPA.
Valor máximo ou mínimo que deve ser controlado em um Ponto Crítico de Controle (PCC) para garantir a segurança do alimento. Se o limite crítico for ultrapassado, o lote pode estar comprometido.
Valor mais restritivo que o limite crítico, utilizado para acionar ações antes que o limite crítico seja atingido. É uma margem de segurança adicional.
Órgão do governo federal responsável pela regulamentação e fiscalização de alimentos de origem animal e vegetal no Brasil. Emite legislações como o RIISPOA e diversas instruções normativas.
Ingrediente ou insumo utilizado na fabricação de um produto alimentício. O controle de qualidade começa no recebimento da matéria-prima.
Ação ou condição que pode ser aplicada para prevenir, eliminar ou reduzir um perigo à segurança do alimento a um nível aceitável.
Esforço contínuo para melhorar processos, produtos e sistemas. É um dos princípios fundamentais da gestão da qualidade e está presente em normas como ISO 22000 e FSSC 22000.
Sequência planejada de medições ou observações realizadas para avaliar se um PCC ou PPRO está sob controle.
Qualquer situação em que um requisito — de processo, produto, legislação ou norma — não foi atendido. As não conformidades devem ser registradas, analisadas e tratadas com ações corretivas.
Documento que estabelece requisitos, especificações ou diretrizes para garantir que produtos, processos ou serviços atendam ao seu propósito. Na indústria de alimentos, as principais normas são ISO 22000 e FSSC 22000.
Etapa do processo em que uma medida de controle pode ser aplicada para prevenir, eliminar ou reduzir um perigo à segurança do alimento a um nível aceitável. Os PCCs são definidos por meio da árvore decisória no APPCC.
Agente biológico, químico ou físico presente no alimento que pode causar dano à saúde do consumidor. A identificação de perigos é a etapa inicial do APPCC.
Microrganismos — como bactérias, vírus, fungos e parasitas — capazes de causar doenças transmitidas por alimentos. Exemplos: Salmonella, Listeria monocytogenes, E. coli.
Substâncias químicas que podem contaminar o alimento e causar danos à saúde. Exemplos: pesticidas, alérgenos, aditivos em excesso, produtos de limpeza.
Objetos estranhos que podem contaminar o alimento e causar dano físico ao consumidor. Exemplos: fragmentos de vidro, metal, osso ou plástico.
Condições e atividades básicas necessárias para manter um ambiente higiênico adequado para a produção de alimentos. Inclui BPF, higienização, controle de pragas, manutenção e controle de água.
Medida de controle que não é classificada como PCC, mas que é essencial para controlar a probabilidade de introdução de perigos. Conceito introduzido pela ISO 22000.
Documento que descreve a maneira especificada de realizar uma atividade ou processo. Diferente da instrução de trabalho, o procedimento descreve o “o quê” e o “quando”, enquanto a instrução de trabalho descreve o “como”.
Capacidade de identificar e acompanhar um alimento ao longo de toda a cadeia produtiva — da matéria-prima ao consumidor final. É exigida pela legislação brasileira e pelas principais normas de certificação.
Ato normativo emitido pela ANVISA que estabelece requisitos para alimentos, aditivos, embalagens e processos. Exemplo: RDC 275/2002, que regulamenta as BPF para alimentos.
Documento que apresenta resultados obtidos ou fornece evidência de atividades realizadas. Os registros são essenciais para demonstrar conformidade durante auditorias.
Processo periódico de análise e atualização dos documentos do Sistema de Qualidade, garantindo que estejam adequados à realidade atual da empresa e às legislações vigentes.
Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal. Documento que estabelece os requisitos para a inspeção e fiscalização de produtos de origem animal no Brasil.
Garantia de que o alimento não causará dano ao consumidor quando preparado e/ou consumido de acordo com o uso pretendido. É o objetivo central do APPCC e das BPF.
Conjunto de políticas, processos e procedimentos necessários para planejar e executar a qualidade de forma organizada e sistemática dentro de uma empresa.
Serviço vinculado ao MAPA responsável pela inspeção e fiscalização de produtos de origem animal. O registro no SIF é obrigatório para empresas que comercializam produtos em mais de um estado ou exportam.
Serviço responsável pela inspeção de produtos de origem animal comercializados apenas dentro do município.
Serviço responsável pela inspeção de produtos de origem animal comercializados dentro de um estado.
Processo de capacitação dos colaboradores para que realizem suas atividades de forma correta e segura. Na indústria de alimentos, os treinamentos em BPF, APPCC e higiene pessoal são obrigatórios.
Substância tóxica produzida por microrganismos (como fungos e bactérias) que pode contaminar alimentos e causar intoxicações alimentares.
Período durante o qual o alimento mantém suas características de qualidade e segurança, desde que armazenado nas condições indicadas. A definição da validade deve ser baseada em estudos de vida útil.
Atividades realizadas para confirmar que o Sistema de Segurança de Alimentos está funcionando conforme o planejado. Inclui auditorias internas, análises laboratoriais e revisão de registros.
A Plataforma ESA é o assistente virtual de qualidade feito para a indústria de alimentos. Com ela, você gerencia APPCC, BPF, documentos, fornecedores e treinamentos em um só lugar — sem burocracia e sem complicação.