Ferramentas da qualidade

FERRAMENTAS DA QUALIDADE: BRAINSTORMING, 5S, ISHIKAWA E PARETO

Você tem um problema e não sabe como começar a resolvê-lo? As ferramentas da qualidade podem ser grandes aliadas de um negócio, especialmente para os que buscam se adequar a um sistema de qualidade estruturado.

Por isso, neste artigo, apresentaremos algumas das principais ferramentas da qualidade. Além disso, mostraremos como elas podem auxiliar o seu negócio de diversas maneiras, trazendo soluções para problemas e otimização para os processos.

O melhor de tudo é que você pode começar a aplicá-las aos poucos, com planejamento e um baixo custo. Ainda assim, elas prometem grandes vantagens e resultados no longo prazo.

O que são Ferramentas de Qualidade?

As ferramentas da qualidade são, basicamente, técnicas que podem ser utilizadas para definir, mensurar, analisar e propor soluções para problemas. Tudo isso visando garantir o bom andamento dos processos de trabalho e a conquista das tão almejadas certificações de qualidade.

Inicialmente, as ferramentas da qualidade surgiram na década de 50, com base nos conceitos e no contexto dos processos organizacionais da época. Desde então, elas vêm sendo utilizadas nos sistemas de gestão de processos com o intuito de melhorar a qualidade.

Sua grande importância se deve ao fato de que os gestores podem utilizá-las para otimizar o desempenho de sua equipe e atingir suas metas. Isso porque elas podem ser um meio de aumentar a receita, reduzir os gastos, organizar a produção, desenvolver novas ideias e soluções.

Ferramentas da qualidade

Quatro importantes Ferramentas da Qualidade

Há várias ferramentas da qualidade distintas, e o gestor pode escolher aplicar apenas uma ou, então, um conjunto delas. O importante é sempre buscar as mais adequadas para o seu negócio.

Nós separamos quatro das principais ferramentas da qualidade para apresentar a vocês. Essas ferramentas podem ser muito úteis para identificar problemas e soluções, adequar o ambiente de trabalho e otimizar processos.

Vamos ver, então, quais são elas:

Ferramenta de Qualidade 1: Brainstorming

O termo brainstorming pode ser traduzido do inglês como “tempestade cerebral”. Com um nome bem sugestivo, a técnica consiste em gerar ideias.

Desenvolvida em 1938, por Osborn, a técnica estimula a criatividade da equipe, o que pode ser muito útil para solucionar determinados problemas, esclarecer questões e, até mesmo, inovar, elaborando novas ideias.

Como aplicá-la?

Um ponto interessante do brainstorming é que  toda a equipe pode utilizá-lo em conjunto, ou seja, todas as pessoas podem participar. Deste modo, além de gerar ideias, a integração do grupo é fomentada.

Entretanto, é importante que haja uma pessoa responsável por conduzir a técnica e garantir a aplicação de suas regras para que se alcance o resultado esperado.

Você pode utilizar a técnica em qualquer fase do processo de solução de problemas.

Segundo o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em seu Manual de Ferramentas da Qualidade, há dois tipos de brainstorming:

  • Brainstorming estruturado: nessa modalidade, cada uma das pessoas terá sua vez para falar, para expor sua ideia. Isso acaba incentivando a todos para participar, seguindo em uma dinâmica de “rodadas”.
  • Brainstorming não-estruturado: nessa modalidade, os participantes são livres para expor suas ideias conforme elas surgirem em sua mente, sem uma ordem estabelecida. O clima pode ser mais descontraído, mas pode ser que alguns acabem deixando de participar.

Uma vez escolhida a modalidade, é importante seguir algumas dicas:

  • Determine um tema ou um problema para se discutir e solucionar;
  • Permita que todos se sintam livres para expor suas ideias, sem julgamentos ou constrangimentos;
  • Registre todos os pontos importantes levantados, é importante anotar tudo;
  • Conecte e desenvolva ideias semelhantes, para que elas se aprimorem; e
  • Tenha foco! É natural que muitas ideias surjam, mas lembre-se sempre do objetivo da atividade.

Ao final, esgotada a geração de ideias, elas devem ser organizadas. Deve-se avaliar quais são mais adequadas e viáveis para a aplicação.

Ferramenta de Qualidade 2: 5S

A metodologia 5S foi desenvolvida no Japão, no período em que o país se recuperava da Segunda Guerra Mundial. Naquela época, a organização era um fator determinante para a reconstrução do país.

Logo, com o seu sucesso, as empresas passaram a implementar o método, com intuito de otimizar os recursos e o tempo.

A utilização do 5S é, inclusive, notoriamente útil para alcançar certificações de qualidade como o ISO 9.001.

Como o próprio nome sugere, a ferramenta é formada por cinco metas, nomeadas em japonês:

1 – Seiri – senso de utilização: o que é realmente essencial para o ambiente e desenvolvimento do trabalho? É preciso questionar o que é, de fato, utilizado e o que poderia ser descartado. Com o senso de utilização, apenas o necessário permanece, liberando o espaço.

2 – Seiton – senso de organização: a questão aqui é a ordem, a arrumação. É necessário ordenar as ferramentas e o ambiente de trabalho, dispondo os itens necessários para a execução de tarefas de maneira organizada.

3 – Seiso – senso de limpeza: um ambiente limpo é indispensável para um bom desempenho da equipe. Todos devem colaborar com a manutenção da limpeza. Para tanto, é importante eliminar as fontes de sujeira.

4 – Seiktesu – senso de padronização: com um ambiente já ordenado e limpo, surge a necessidade de padronização. Isso mesmo, manter um padrão. Se algo está indo bem, deve prosseguir assim. A empresa deve criar condições favoráveis à saúde física e mental dos colaboradores por meio da padronização e uniformização dos procedimentos.

5 – Shitsuke – senso de autodisciplina: a disciplina pressupõe a observação de normas, regras e recomendações. É preciso ter compromisso com os deveres, cumpri-los com disposição. A disciplina não beneficia apenas quem a pratica, mas toda a equipe.

São passos simples, mas que bem aplicados, podem otimizar o ambiente de trabalho e a rotina de todos os colaboradores.

Ferramenta de Qualidade 3: Diagrama Espinha de Peixe ou Ishikawa

Ferramenta também conhecida como Diagrama de Causa e Efeito ou Diagrama Ishikawa, nome dado em homenagem ao seu criador, Kaoru Ishikawa.

Sua finalidade, segundo o Professor Juliano M. de Magalhães, é explorar e indicar todas as causas possíveis de uma condição ou um problema específico.

O diagrama pretende mostrar a relação entre um efeito e todas as causas que podem estar contribuindo para que ele ocorra.

A ferramenta também se chama “espinha de peixe” devido ao método de desenvolvimento do diagrama.

Inicialmente, você deve desenhar uma seta na horizontal, apontando para a direita. Em frente à seta, escreva o problema ou a condição que deseja explorar, ou seja, o efeito.

Ao longo da seta, você pode ir criando ramificações, na vertical ou diagonal, elencando as possíveis causas daquele efeito.

Uma dica é que você pode utilizar a ferramenta do brainstorming, comentada acima, para levantar as possíveis causas.

Deste modo, é possível ampliar a visão acerca da questão e visualizar de forma mais clara o que pode se deve realizar para alcançar os resultados esperados.

Ferramenta de Qualidade 4: Diagrama de Pareto

O Diagrama de Pareto é uma ferramenta da qualidade baseada no Princípio de Pareto (ou regra dos 80/20). Segundo esse princípio, 20% das causas geram 80% dos problemas.

Você pode elaborar o Diagrama em forma de gráfico, com barras dispostas em ordem decrescente, da causa principal às causas menores. Ou, então, da mais frequente a menos frequente.

Além disso, sua elaboração pode ter como base o número de ocorrências de determinada situação, o custo associado a determinado item ou serviço, o tempo utilizado, ou qualquer outro fator relevante a ser observado.

Deste modo, o diagrama demonstra a contribuição que cada um dos itens tem sobre o efeito total. Assim, é possível classificar os pontos mais importantes e melhorar a qualidade dos seus processos.

Se você quer saber mais sobre, você pode acessar o episódio #20 Qualidade Mão na Massa com Tatiana Silva do nosso canal de podcast.

Tem mais dicas interessantes no episódio do quadro Dezpadronize Responde #02 Método de Design de Processos ESA: como fazemos melhoria contínua.

Agora é hora de implantá-las!

Agora que conhecemos importantes ferramentas da qualidade, que podem agregar muito ao desenvolvimento e aprimoramento da sua empresa, é preciso implantá-las.

Para isso, nada melhor do que contar com o suporte de uma plataforma realmente capacitada para auxiliar a sua empresa, tornando o trabalho mais simplificado e conectando o conhecimento – inclusive o relacionado e adquirido por meio da utilização das ferramentas da qualidade.


Sobre a PLATAFORMA ESA:


A Plataforma ESA é um local simples e intuitivo, onde você pode guardar, atualizar e buscar informações e procedimentos de forma mais fácil e menos burocrática.

Experimente Grátis em https://web.plataformaesa.com.br/experimente-gratis

Write a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado.